O presidente brasileiro Jair Bolsonaro expressou indiretamente o interesse em expandir o mercado de apostas no país.

Presidente Procura Apoio às Apostas pelos Evangélicos

Manuela Ferreira - 03-12-2019

Bolsonaro procura os evangélicos para apoio nas apostas O presidente brasileiro Jair Bolsonaro expressou indiretamente o interesse em expandir o mercado de apostas no país. Mas ele também deixou claro que não o fará até que ele tenha recebido apoio adequado, nomeadamente daqueles que o ajudaram a encontrar seu lugar como presidente para começo de conversa: grupos evangélicos.

A questão está dando o que falar na política brasileira, e por um bom motivo. Ao fazer campanha no ano passado, Bolsonaro transformou os valores fortes da família no centro da sua posição política, até mesmo expressando que ele tinha um forte foco antiapostas. Agora, com ele até mesmo indicando que buscaria expandir as apostas no país e não procurar aboli-las, muitos estão enxergando a suposta mudança de opinião como uma grande traição.

Uma Questão de Escolha

Mas Bolsonaro foi rápido ao justificar suas ações. Ele explicou que, essencialmente, ele ainda se opõe a apostas, e acabaria com elas se pudesse. Entretanto, ele salientou que cada estado brasileiro deveria ter permissão para tomar sua posição no assunto. Em outras palavras, o presidente brasileiro é favorável a permitir que cada estado no país estabeleça sua própria opinião, ao invés de ele criar regras gerais para o país inteiro.

Essa abordagem é similar àquela adotadas pelos Estados Unidos desde 2018. Nos EUA, a Suprema Corte tomou uma decisão relacionada à Lei de Proteção aos Esportes Profissionais e Amadores (Professional and Amateur Sports Protection Act). Declarou-se que cada estado poderia tomar sua própria opinião no que diz respeito às regulamentações de apostas esportivas, o que rapidamente resultou na legalização das apostas por muitos estados.

Uma Questão Delicada

Dada a posição relaxada tomada por Bolsonaro, a questão provavelmente será resolvida no congresso. Há dois grupos principais que serão a espinha dorsal da decisão: a Bancada Evangélica e o Centrão. A Bancada Evangélica foi largamente responsável pela eleição do presidente, dada a influência que ela tem sobre uma grande porcentagem dos cidadãos.

O Centrão, entretanto, não é tão claro em seus ideais, e declarou ser favorável à expansão das apostas. Por isso, as chances são de que esses dois grupos encontrem conflitos na questão, potencialmente mantendo no limbo um processo de tomada de decisão.

Diversos grandes operadores já expressaram seu interesse no país, inclusive um suposto projeto de US$ 8 bilhões da Las Vegas Sands. Como as coisas vão progredir a partir daqui é algo amplamente desconhecido, apesar de comentários de que Bolsonaro já está não oficialmente mais inclinado à expansão das operações de apostas.

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