O prazo para lances do leilão de uma concessão exclusiva de 15 anos para administrar a Loteria Instantânea Exclusiva ou LOTEX, a operadora estatal de loterias do Brasil, foi estendido até 9 de maio de 2019.

Venda da LOTEX adiada pela quinta vez

Manuela Ferreira - 10-05-2019

Venda da LOTEX adiadaO prazo para lances do leilão de uma concessão exclusiva de 15 anos para administrar a Loteria Instantânea Exclusiva ou LOTEX, a operadora estatal de loterias do Brasil, foi estendido até 9 de maio de 2019. O anúncio foi feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a entidade responsável pela venda da LOTEX, que confirmou que a quinta tentativa de realizar um leilão foi adiada.

Segundo o BNDES, a extensão do prazo dará às partes interessadas mais tempo para esclarecer suas propostas. O banco também declarou que o novo prazo permitirá que empresas enviem os  documentos exigidos por lei para o processo de leilão.

Necessidade urgente de venda

A Caixa Econômica Federal, atual operadora da LOTEX e única distribuidora de seus produtos, reiterou em abril a importância de fechar a venda do ativo em 2019. A empresa tem uma dívida de R$ 40 bilhões com o Governo Federal e está sob pressão para pagá-la. A CAIXA pretende arrecadar R$ 100 bilhões com o leilão para liquidar a dívida e doar dinheiro ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Os licitantes têm suas dúvidas

Pouco se sabe atualmente sobre quais firmas internacionais participarão do eventual leilão da LOTEX. Scientific Games, Intralot e IGT teriam demonstrado interesse, mas a maneira caótica como o BNDES tem administrado o leilão tem feito as operadoras se perguntarem se é uma boa ideia adquirir a marca de loterias.

Além disso, o fato de que a CAIXA foi proibida de fazer um lance para adquirir a LOTEX suscitou preocupações de que parlamentares brasileiros possam votar para permitir que o banco administre outras formas de loterias no futuro. Segundo a atualização mais recente da administração do BNDES para a mídia, os investidores capazes de participar do leilão serão revelados.

Em última instância, se a venda realmente acontecer, o futuro concessionário da LOTEX terá que pagar 65% de seus rendimentos aos clientes e destinar 16,7% para causas sociais. Um imposto de 2,6% sobre os lucros também deverá ser pago ao governo. Já faz um bom tempo que conservadores sociais no Brasil alegam que liberalizar o setor de jogos de azar causaria uma implosão social, portanto essas especificações sobre o pagamento não são de surpreender. A instabilidade política e os conflitos internos entre as partes interessadas também dificultaram muito a modernização do mercado no passado, apesar de várias tentativas. Segundo os críticos, os desafios da venda da LOTEX são simplesmente os mais recentes de uma longa lista de problemas.

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